No último dia 12 Dourados viveu talvez ums dos marcos na sua cena rocker: o 1º HC Festival. Sendo sediado na Casa Disco (antiga Casa Universitária), o evento reuniu talvez um dos maiores públicos em eventos similares da cidade. Contou com a presença das bandas Black out 07 , Rocket's 72 e Fire Night's 67 e como atração principal os meninos do Cueio Limão, que apresentaram aos conterrâneos se mais novo trabalho o já citado no blog albúm Paraguayo . Não hesito em dizer que a melhor performance não foi de nenhuma das bandas citadas, mas sim daqueles que estavam na frente do palco. A tempos não se via em Dourados tanta energia concentrada e tanta disposição. Do começo ao fim o público participou e fez o evento.
Descaradamente coloco aqui alguns dos comentários feitos na comunidade do Orkut a Dourados Rock'n Roll sobre a festa. Confiram: "Particularmente achei q foi a melhor festa dos ultimos.. sei lá.. 2 anos? Nunca vi tão cheio, com a galera cantando com todas as bandas, dando mosh, ficando perto do palco e tudo mais... Foi loko ver o povo de Dourados fazendo isso... n deixou nada a dever pro público underground de cidades maiores que aqui... representaram mesmo.Quem n foi perdeu de ver do q o público aqui eh capaz (eh, apesar dos emos xD) e quem foi só resta esperar q essa galera q foi continue dando força pras bandas locais e nos shows em ddos... sendo emo, do hc, do metal ou de qualquer coisa, prestigiar as bandas e curtir de verdade, isso faz crescer mto a cidade musicalmente e faz tanto o público quanto os musicos felizes por tocarem aqui. "
"Realmente foi muito foda! Galera fazendo rodinhas sem parar lá, e não era 3 ou 4 perdidos se batendo, era geral mesmo !As bandas tocaram com mta energia, e o público retribuiu, Rocket´s 72 regaçou.O som tava legal até, o Bar tava rápido com as bebidas geladas.Showzaço da porra, nem eu esperava. "
"Fiquei surpreso também com o público ontem, mesmo com a péssima equalização do som, deram um show a parte pulando o tempo todo, conta-se nos dedos da mão festas assim por aqui."
O Festival realmente poderia levar nota 10. Poderia pois alguns pontos se perderam devido a dois fatores:
1º O som que não estava totalmente regulado ; 2º O descaso e desrespeito com a última banda a tocar a Fire Night's 67, que mesmo não havendo quase ninguém no recinto, subiu ao palco para tocar. Várias vezes o vocalista ficou sem microfone sem que o responsável fizesse algo a respeito. E também a apresentação foi cortada na metade e os músicos foram convidados a se retirar do palco antes do fim da apresentação.
Como dizem por ai bola pra frente! O importante é que a cena douradense com certeza vai se fortalecer muito depois desse evento. Se discoradarem de alguma coisa aqui e quiserem dar sua opinião , passem na nossa comunidade no Orkut .
Pulando de página em página na internet a procura de idéias para o nosso querido blog me deparei com um site de um projeto maravilhoso: o Arquivo do Rock Brasileiro. Isso mesmo! Existe um projeto apoiado pela Petrobrás e Ministério da Cultura com esse fim.
O Arquivo do Rock Brasileiro é um projeto criado e mantido pela Associação Cultural Dynamite, com patrocínio da Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Tem como finalidade o resgate e a reunião de gravações musicais, depoimentos, revistas, livros, fotos, objetos, artefatos em geral, relacionados ao universo do Rock produzido no Brasil. A primeira fase do projeto englobou, desde os primórdios nos anos 50, passando pelo estouro da Jovem Guarda e da Tropicália nos anos 60, até a maturidade já nos anos 70. Instalado no Museu da Imagem e do Som, a partir de julho de 2007, esse projeto inclui ainda shows, exposições itinerantes pelas principais cidades do país, publicação de livros, CDs e DVDs e outros eventos paralelos.
Era o que faltava para a definitiva aceitação e inclusão do rock na cultura brasileira.
Aparentemente o projeto está parado mas o site ainda está no ar e tem muita informação boa e um excelente acervo musical.
Vale a pena conferir e ficar por dentro de como começou o rock no nosso país.
Quando se fala em ROCK em Dourados pouco valor se dá. Normalmente o que vem a cabeça de muitos são aquelas bandas de amigos que vai durar no máximo seis meses e depois só se tornará uma lembrança na vida dos mesmos. Mas bem devagar felizmente isso está mudando. Aos poucos aquela idéia de que, em matéria de rock, o que vem de Dourados não tem qualidade está caindo por terra. A prova disso é a nacionalmente conhecida e aplaudida Cueio Limão que se apresentará nesta sexta feira na cidade para lançar seu novo cd intitulado ‘Paraguayo’. Juntamente com eles se apresentarão outras bandas locais e entre elas a já apontada como próxima revelação e referência musical douradense os entrevistados de hoje:a bandaROCKET’S 72.
Formada porFelipe ‘Dumbo’(Guitarra e voz), Victor‘Falcão’ (Guitarra), Arthur ‘Turbo’ (Baixo), Julio‘Japa’ (Bateria)e Fábio‘Rato’ (Vocal) , aRocket’s 72faz um som chamado por eles mesmos de ‘Pop Punk Pantaneiro’
Depois de um certo atraso por causa da gravação de seu novo hit ‘Eva e Adão’ que já circula ai na internet , conseguimos conversar com dois dos integrantes da Rocket’s 72. São eles Victor (Falcão) e Arthur (Turbo).
Num clima bem descontraído em meio a um tereré e um joguinho de PS2 os rapazes responderam a algumas perguntinhas.
Só não me perguntem quem respondeu o que porque nem eu lembro (rs). O importante é que os dois falaram.
TF -Quando começou a banda?
Eu (Arthur), o Felipe( Dumbo) e o Julio (japa) tocamos juntos desde 2003, mas como Rocket’s começou em 2005, com a entrada do Murilo (MORTO) e posteriormente do Rato.
TF - O nome da banda de vocês, vem de onde?
Quando guri a gente assistia muito RocketPower, que passava na nicklodeon, tínhamos até um time dehokei (rs) ai como perdíamos demais resolvemos parar e tocar rock .E o 72 é uma homenagem ao seu madruga do chaves , é o numero da casa dele.
TF - O que a banda espera deste ‘suposto’ ultimo show de vocês?
Como já foi esclarecido no fotolog , o suposto ultimo showia ser mesmo o ultimo. O pessoal tava desanimado e queria acabar a banda. Porém, como a gente já tinha um show marcado em CG resolvemos tocar pela última vez e chamar o Dumbo que tava afastado pra fazer o ‘ultimo’ show em CG.Quando fomos arrumar patrocínio com o Leandro do Buteco, ele convidou a gente pra tocar com o Cueio aqui e decidimos que seria a despedida em Dourados. Só que o show em CG foi muito foda. Ai a gente resolveu ir comer um pastel e conversar sobre isso. Então resolvemos ao invés de terminar a banda só dar umas férias pra voltar com tudo em Março.
Vai ser foda porque sempre quisemos tocar com os caras daqui mas nunca tínhamos conseguido . Acho que vai ser muito bom ate porque o cd novo deles ta foda pra caralho.
TF - Fazendo um comparativo de como vocês pensavam em relação a cena musical quando começaram a banda e hoje em dia.O que mudou?
No começoera só brincadeira porque não tinha o que fazer , sem pretensão nenhuma. Hoje em dia não mudou muito mas a gente quer fazer música, shows, viajar mas não pelo sucesso mais pela diversão mesmo. Digamos que a coisa hoje resume-se em diversão com compromisso ou vice-versa.
TF - Vocês tinham idéia de que o pessoal da capital ia curtir tanto vocês?
A gente sabia quea recepção lá ia ser melhor , porque o publico é maior que o daqui. Mas foi dez vezes mais foda do que imaginávamos.
TF - Vocês foram citados como umapróxima referência musical douradense, pelo fato de vocês sempre tocarem músicas próprias . O que pensam disso?
(risadas meio surpresos) A gente não acredita muito nisso mas tomara que seja verdade .
TF - Quem compõe as músicas de vocês?
Quem cria quase todas as bases e melodias é o Dumbo , ai ele leva pra banda e cada um complementa de acordo com suas competências.
TF -Vocês pensam em tentar conseguir um ‘lugar ao sol’ a nível nacional??
Apesar da base fundamental da banda ser a diversão sempre, agora passa pela cabeça sim. A gente já pensa além , preocupação com a qualidade dos shows, das gravações sempre buscando melhorar a banda pra agradar o público mas sem deixar de fazer o que a gente gosta.
TF - Algum plano de gravar um CD?
Ao todo a gente tem 7 músicas finalizadas, excluindo as antigas que a gente não toca mais.Ainda tem algumas músicas em andamento. E CD,é uma meta nossa, mas ta distante ainda.
TF - E quando se fala em cenário rock douradense o que vocês pensam?
Tem altos e baixos, por que tem hora que ta super movimentado tem bastante evento ai depois fica tudo parado sem nada .Tem de tudo do hardcore ao metal . Tem muita galera gente boa cabeça aberta que curte de tudo, mas também tem muita gente cabeça fechada que só curte uma coisa e acaba queimando os outros estilos . Mas isso em Dourados é compreensível por ser uma cidade que ainda tem público pequeno , por ser uma cidade do interior do MS onde o forte é o sertanejo.A gente também curte música sertaneja mas não é a nossa praia. Felizmente estão surgindo mais bandas de estilos variados , e tomara que continue sempre assim a tendência é sempre crescer . E também agora ta tendo mais espaço pra tocar .
TF - Algum recado pros leitores?
Descansem bem pra pular no show de sexta, usem camisinha e humildade sempre!
Pessoal é com alegria que dou as boas-vindas ao nosso mais novo colaborador : Dark Force. Esse é o primeiro post dele.Espero que gostem!
Para um fã de mitologia, quando dizem o nome Aquiles, imediatamente lembram do guerreiro que foi atingido no calcanhar, mas para um fã de Heavy Metal, quando dizem o nome Aquiles, imediatamente se lembram do Aquiles Priester, renomado baterista que toca na banda Angra (ao menos por enquanto) e na banda Hangar e tocou no projeto paralelo de Fabio Laguna (tecladista do Angra) intitulado Freakeys. Aquiles Priester esteve em Dourados no dia 03/12/2008, realizando um workshow no anfiteatro da Prefeitura Municipal, mostrando seu trabalho com seu equipamento completo junto ao baixista Nando Mello (que toca com ele na banda Hangar) tocando músicas das bandas citadas. Aquiles trouxe seu grande drumkit o qual demonstrou ser digno de ter um, demonstrou muita simpatia aos fãs, também respondeu perguntas e passou sua experiência aos 300 espectadores (aproximadamente). Contou também um pouco de sua biografia, entre outras histórias sempre bem humoradas. O “Polvo” como também é chamado devido a um apelido e que já faz parte de sua logomarca, mostrou o material do qual é endorsee e utiliza. Explicou o funcionamento e também suas técnicas usadas. Aquiles também mostrou entrosamento e bom humor com sua equipe, a qual tinha que ouvir seus apelidos “carinhosos” criados por Aquiles. Acredita-se que a única coisa que quem foi assistir ao workshow pode reclamar foi a pequena quantidade de brindes e merchandising oficiais sorteados e pelo fato de não poder fazer gravações do grande baterista tocando. Excluindo isso, o pessoal aparentava estar muito satisfeito de poder ouvir e ver algumas das músicas preferidas das bandas relacionadas a esse grande baterista como “Nova Era” do Angra, “The Reason Of Your Conviction” e “Call Me In The Name Of Death” do Hangar, e no final do workshow ainda poder conversar um pouquinho com ele, tirar foto e receber autógrafos. Quanto ao merchandising, alguns produtos da banda eram vendidos no local, o que é muito importante para ajudar os músicos, mas também é importante para os fãs de Dourados e região que estavam presente, pelo motivo que a maioria das cidades da região não possui rockstore. Sempre brincalhão e piadista Aquiles demonstrou a que veio e teve uma grande performance em palco, também ensinou quem perguntou e falou da importância de ser baterista, da dedicação e do estudo que é necessário para chegar onde ele chegou. Ele fez uma brincadeira depois de tocar a música “Symbolic” da banda Death que deixou algumas pessoas confusas, quando contou uma história (até convincente) de que o vocalista e guitarrista da banda Death (Chuck Schuldiner) falava “Cebola grátis com limão” em vez de “Symbolic acts so vivid”, Aquiles disse que muitos ainda não acreditam nessa história. Esse workshow foi importante (obviamente) pra quem aprecia o trabalho dele, mas também, para mostrar que Dourados está crescendo musicalmente e que pode crescer mais ainda, essas iniciativas são fundamentais para a cena de Rock and Roll e Heavy metal de Dourados. Quem não foi deve lamentar-se, porque nessa cidade não se encontram iniciativas e eventos dessa magnitude todos os dias, infelizmente.
Pessoal como eu tinha dito estou meio que atolado de provas, optativas , etc , etc. É o que da ficar tomando cachaça no inicio do ano letivo, no meio da semana (rs) , mas isso agora não vem ao caso.
Enquanto eu finalizo a próxima matéria deixo vocês com uma dica legal de evento que teremos essa semana: Workshop com Aquiles Priester. O cara dispensa apresentações né.Será nesta quarta -feira. Estou até pensando em dar uma passada lá. É isso por agora gente boa!
Gostaria de agradecer ao apoio do pessoal e os elogios ao blog. Fico realmente satisfeito e feliz em saber que estou fazendo as coisas do jeito certo. Estou correndo atrás de material novo e por estar naquela época do mal que universitário enfrenta a essas alturas do ano (rsrs) pode ser que atrase um pouco ai a postagem de novo material. Mas peço a vocês pessoas , que tenham um pouco de paciência com esse 'tereré' aqui (rssr).
Não demora muito estaremos ai com mais coisa boa. Só pra adiantar, to tentando atender ao pedido do pessoal que curte metal que pediu alguma coisa aqui no blog nesse sentido. E também estou estudando (vejam só rsrs) a estrutura do blogger pra deixar essa página aqui mais decente pra vocês.
Mas enquanto isso deixo aqui uma coisinha que achei perdida no meu pc: um fly do Rock é Cultura! de 2006.
Por enquanto é isso ai moçada. Peço que se puderem divulguem ai o blog pros amigos, pra familia, pro papagaio, pro tio da mercearia , pro indio lá da carroça que pede pão na sua casa todo sábado, pra aquela gata que você tá de olho a alguns dias mas não sabe como chegar nela, enfim ajudem ae!
E lembrando quem tiver qualquer coisa pra ajudar mandem ou entrem em contato pelorockfromdomato@gmail.com.
Antes de mais nada vamos deixar claros os seguintes pontos aqui:
- Não a ordem cronológica nas histórias postadas no blog. - Todos ou a maioria dos posts será feita através de material doado e enviado pelos leitores. - Esse material terá um check up pra conferir a veracidade dos mesmos. - E ele poderá ser corrigido posteriormente desde que haja um pedido com um número mínimo de leitores.
Mas não vou entrar em detalhes agora vamos ao que interessa.
Todos ou pelo menos boa parte do público Douradense na sua faixa etária ai dos 23 anos, já deve ter ouvido falar da República Camorra. Uma das Repúblicas universitárias da cidade conhecida pelas suas festinhas que na maioria das vezes traziam algumas das bandas do cenário rock da cidade. Fizemos umas perguntinhas a um dos ex-moradores (a república acabou a alguns meses) da tão saudosa Camorra.
Conversamos com MIGUEL COSTACURTA. Veja no que deu: TF - Quando nasceu a Camorra? (primeiros moradores etc etc etc)
A Camorra começou em 2/1/2005 na Hilda Bergo Duarte, fundada por Miguel, Marcelo, Marcel, Danilo, Fabiano e Patrick. Sem deixar de lado a participação dos amigos, Willas e Paulão que iniciaram a participação dos "moradores de fora" na república, esses viviam como moradores da casa, só não participavam da divisão das contas..(risadas).
A idéia da república tava sendo estudada há dois anos, mas por problemas em encontrar uma casa legal, acabou acontecendo só em 2005, quando encontramos a casa em frente a praça do terminal, que seria ideal, pois os planos sempre foram fazer barulho..(risadas), e como lá não tinha muitos vizinhos, não incomodaríamos ninguém.[Aqui uma curiosidade: pra quem não sabe a primeira casa era do lado da funerária!]
O interessante da casa era a diferença no perfil de cada morador, um mais agitado, o que não saia do computador, outro fanático, tinha até o não simpático... (risadas)... mesmo assim havia uma certa harmonia, talvez por isso tanta gente gostava da casa, tinha tudo quanto é tipo de amigo.
O nome Camorra foi sugerido pelo Fabiano, até então sabíamos sobre o nome apenas que era o nome de uma facção da máfia italiana... após um tempo nos foi dito que o Aurélio traz camorra como bando de desordeiros e por ai vai, uma amiga acrescentou que na Guatemala quando alguém apanha muito dizem que ela levou uma camorra...(risadas).. só a título de curiosidade. No início não havia o costume de chamar bandas para tocar nas festas, como acontecia quando a maior parte dos freqüentadores das festas conheceu, apenas reuníamos os amigos e quem aparecesse, sentávamos lá na frente da casa e tomávamos algo escutando música. Com o tempo fomos convidando os amigos para tocar em aniversários, nessa época lembro que tocavam a 200ML, com o Geninho no vocal ainda, e a Cinta Liga.
Ai começaram as trocas de moradores, primeiro saiu o Fabiano, depois o Patrick, ai então mantivemos a casa com cinco moradores, com a entrada do Thiago.
Depois por problemas na casa nos mudamos para a casa da Benjamin Constant. Ali já tendo problemas com a policia no primeiro churrasco de inauguração, o que acabou sendo um fator freqüente nas nossas reuniões com amigos... (risadas).
Ai então o Danilo e o Thiago saíram da casa, decidimos então diminuir o contingente da casa para quatro moradores. Vaga ocupada um tempo por Jean e posteriormente pelo Felipe.
Falando assim de inicio de Camorra, não da pra deixar de constar uns amigos que sempre fizeram parte da casa, e tinham uma participação fora do sério, sempre deixavam a gente muito contente com a participação, os integrantes do "moradores de fora": Tati Espindola, Stéfano Coruja, Fábio Rato, Hellen, Victor Tchesco e Yeja.
TF - Quando começaram as festas?
A primeira festa maior foi a de 1 ano da república, onde por contato de uma amiga conhecemos a Rocket's 72 e Los Bandoleros, numa das festas mais animadas da casa. Desde a preparação nos divertimos muito, era um passo grandaço pra gente. Fizemos uma grande dívida nos preparativos, compramos uma boa quantidade de cerveja e bebidas aleatórias, pensa na correria, vendemos 1 ingresso antes do dia da festa...(risadas). No horário de inicio tava todo mundo louco, pensando em como iríamos pagar a divida feita..(risadas). Graças que conforme foi indo, o povo começou a chegar, fiquei até sabendo de gente que ligou pros amigos de dentro da festa "ow, ta tendo uma festa aqui na república, a musica não é muito boa, mas tem muita mulher e cerveja, vem pra cá" (gargalhadas rsr).
Foi uma típica festa de república, cobrava-se entrada e toda a grana era convertida em bebida... (risadas)... sem maiores estragos, já sabe como tava o estado do pessoal no fim da festa neh?!
Depois disso virou uma constante termos festas com bandas, sempre que podíamos inventávamos alguma desculpa pra festa e convidávamos alguém das bandas amigas para tocar pra gente e pros amigos.
Inclusive lembro-me de uma das festas mais locas que era pra ter acontecido, não fosse um empresário da cidade ter dado um jeito de melar tudo, ia ser numa quarta-feira, depois da aula do pessoal, com 4 bandas de estilos diferentes, Rocket's 72, Fire Fly, Black Tempest e Miseráveis. Nessa época o cenário da cidade tava numa leve mudança, o pessoal tava começando a ir em maior número pros shows, rolava banda no marrom, tava parecendo que as coisas iam dar mais certo pras festas de rock aqui, mas infelizmente não aconteceu.
TF - Quais foram as principais festas na sua opinião e quais bandas tocaram?
Na minha opinião a melhor festa foi a de 1 ano, era tudo novo, a adrenalina de ver o povo curtindo, e cada vez chegando mais gente, foi mto da hora.
Depois tivemos a festa de despedida da casa, também com a Rocket's 72, que como da pra ver né, tocavam em todas mesmo, era a 'banda da casa', foi muito insano, festa das 4:01 à meia noite.... teve rocket's tocando o repertório desde o começo da banda, chuva de cerveja... foi loco.
Outras festas legais foram as de aniversário do Marcelo e do Marcel em 2008 com a Rocket's e Fullbox e a Camorra greenlaBel, que foi meu aniversário em 2007 que ia rolar com Black Tempest, 200ml e Rocket's 72 e Xupäkäbräs, mas como a vizinhança não gostou muito, conseguiram tocar só as duas últimas citadas.
TF - "Rock em Dourados" o que vem a sua cabeça?
Cara, me vem à cabeça muita banda boa e uma falta brutal de apoio, tirando algumas exceções não vemos o pessoal conseguindo produzir um bom material de divulgação nem tocando para um publico grande, vendo que estamos numa cidade universitária, logo uma cidade com muitos jovens, acho que os shows podiam contar com mais expectadores.
Mas fico bem contente com os bares novos que abriram pra abrigar a galera rocker da cidade. Realmente acho que tiveram muita coragem pra abrir um bar no estilo aqui.
TF - Qual sua avaliação dos eventos em comparação quando vc chegou na cidade e os que são realizados hoje em dia? Poxa, hoje ta legal, tem o Buteco mandando ver, tem o Wallkabout que ainda não conheço. Já quando cheguei aqui, tinha o Caramba rolando som aos domingos, tentando competir com a galera escutando som em caminhonete na rua da frente..(risadas).. e festas em repúblicas, o que eu acho que é o que mais faz falta aqui, eram as melhores.
TF - Como vc definiria o publico Douradense?
Acho que falta um pouco de vontade pra galera, poxa, estamos em uma cidade universitária e só vejo a galera indo pras mesmas festas dos mesmos estilos, não diversificam nada. Pode ser pelo rótulo do 'roqueiro doidão' que há muito tempo se dissemina. Que a galera sai pra curtir um show usa droga e sai arrumando confusão, coisa que quem freqüenta sabe que não acontece.
E dou parabéns pra galera que acompanha o que acontece e vai aos shows. Não toco em banda nem nada, mas por há muito tempo acompanhar os amigos que tocam, sei o quanto é importante pro animo dos caras.Uma banda nunca irá pra frente sem o público.
Sim antes de nascer meu outro blog foi morto por uma aparentemente "coincidência". O 'Rock From do Mato' nem chegou a ir ao ar por motivos de ibope maior. Mas o sonho não morreu e aqui estou eu mais uma vez dando o primeiro passo.
E ai galera esse é o início de um projeto que vem sendo fermentado a alguns meses. Por enquanto o que vou deixar pra vocês da Grande Dourados e região é um enorme
SEJAM BEM-VINDOS!
Apesar dos seus pouco mais de 180.000 habitantes , Dourados tem sua história 'rock n' roll'. Desde os tempos dos blues no Rancho do Peixe as atuais baladas no Buteco. Bandas finadas que de tempos em tempos 'ressuscitam' (rs) até a nacionalmente conhecida Cueio Limão. Achei que seria legal recuperar essa história e manter viva sua memória. Isso para que daqui a alguns anos ela não seja apenas mais uma lembrança em algumas das mentes que sobreviverem ao álcool e afins.
Quem quiser contribuir com material , histórias, dinheiro,fotos, reportagens, cerveja , etc etc mande ou entre em contato pelo rockfromdomato@gmail.com